START ROTO #21

Start Roto #21 – PCP prático na rotomoldagem: do pedido à produção e expedição

Neste episódio, voltamos a um tema que já havíamos tocado por cima, mas agora fomos a fundo: o tal do PCP, o planejamento e controle de produção — aquele fio

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  • Neste episódio, voltamos a um tema que já havíamos tocado por cima, mas agora fomos a fundo: o tal do PCP, o planejamento e controle de produção — aquele fio invisível que, quando bem puxado, mantém a fábrica alinhada
  • A fábrica vendeu, mas o pedido anotado sumiu entre o comercial e o chão de fábrica, a prioridade trocou no meio da semana sem critério e a peça pronta ficou fora da janela de expedição — o caos que todo mundo conhece.
  • No chão de fábrica, a confusão entre reagir a pedidos e realmente programar a produção gera filas e atrasos — mas a solução começa com método, não com ferramenta cara.

Sobre o episódio

PCP na rotomoldagem: o fio que liga produção, fornecedor e cliente

Neste episódio, voltamos a um tema que já havíamos tocado por cima, mas agora fomos a fundo: o tal do PCP, o planejamento e controle de produção — aquele fio invisível que, quando bem puxado, mantém a fábrica alinhada com o fornecedor e o cliente, e que, quando frouxo, gera não só prejuízo, mas uma cadeia de problemas para toda a equipe. Contamos como a falta desse alinhamento derruba a produção e mostramos que entender e programar o chão de fábrica é o que separa o caos da previsibilidade, um aprendizado que trouxemos direto da nossa vivência — e de quem, como o nosso parceiro Nilton Nicolette, pesquisou profundamente o setor.

Vendeu, mas a fábrica virou caos: o pedido sumiu entre o comercial e o chão de fábrica — e o PCP prático é a ponte que faltava

A fábrica vendeu, mas o pedido anotado sumiu entre o comercial e o chão de fábrica, a prioridade trocou no meio da semana sem critério e a peça pronta ficou fora da janela de expedição — o caos que todo mundo conhece. Neste trecho, falamos do momento em que a falta de planejamento e a desconexão entre a produção e o comercial derrubam empresas que só pensam em vender, e a virada vem com o PCP como a integração fundamental: não adianta um comercial que dá prazo sem saber da programação, assim como não se atropela a sequência de entrega só porque um produto é mais fácil — a solução está em programar de forma consciente, justificada e calculada, até com técnicas de troca rápida de molde para não parar a linha. E para fechar com uma boa analogia, comparamos isso à pizzaria da esposa de um de nós, onde o 'repeteco' do cliente que já está comendo é a única exceção justificável para furar a fila — mas na rotina, a sequência é sagrada.

PCP na prática: transformando pedidos em programação sem depender de software caro

No chão de fábrica, a confusão entre reagir a pedidos e realmente programar a produção gera filas e atrasos — mas a solução começa com método, não com ferramenta cara. No episódio, mostramos que o PCP é, antes de tudo, uma decisão de parar de apagar incêndio e passar a planejar, calculando a capacidade real do gargalo — seja o forno ou o molde — e conhecendo os limites do próprio negócio, inclusive os ruídos que impedem um terceiro turno. E é assim que, de uma simples planilha, nasce a programação que evita o caos, como quando falamos da experiência de empresas que não sabiam quantas toneladas conseguiam produzir por mês e descobriram que a resposta estava no forno, não no tamanho da peça.

Capacidade produtiva: como calcular o número de moldes para atender a demanda

No chão de fábrica, a pergunta que não quer calar é: quantos moldes eu preciso para produzir a quantidade de peças que o cliente pede? Falamos sobre os gargalos que vão além do forno — como o tempo de ciclo por braço e a dimensão do molde — e mostramos que, sem essa conta, a produção atrasa e a demanda fica inviável. A virada acontece quando revelamos uma análise prática: em vez de chutar, você projeta os ciclos por molde e descobre que, para atender certos volumes, um molde só não basta — às vezes são necessários seis, e é aí que a capacidade se torna previsível e o planejamento deixa de ser um problema.

Carteira de pedidos: o antídoto contra o caos da venda sem planejamento

No chão de fábrica, a pressão por vender sem olhar a capacidade de entrega gera um efeito dominó: atrasos, justificativas e até perda de qualidade nas peças. Neste trecho, mostramos como a organização da carteira de pedidos, com um registro sequencial e visível para todos, é a chave para quebrar esse ciclo. E alertamos: quando o diretor só quer vender — e a produção precisa "se virar" —, a conversa com o cliente vira um pesadelo; o caminho é assumir compromissos reais e comunicar limites com clareza.

Gestão à vista: quando esconder o quadro quase escondeu o problema

No chão de fábrica, a resistência a enxergar o processo é o primeiro gargalo: ao implementar um quadro de gestão à vista, nos vimos diante de um diretor que preferiu escondê-lo atrás da mesa — até o dono da empresa notar sua ausência. Essa pequena vitória revelou uma verdade maior sobre prazos: comparar a carga da carteira com a capacidade real do forno mostra se um pedido nasceu atrasado, sacrificando o tempo de entrega pela qualidade, como na época da pizzaria, onde o cliente esperava duas horas pela pizza perfeita. Aprendemos que é preciso encarar o real sem medo, porque é ali que mora a possibilidade de acertar as contas e, finalmente, entregar no prazo.

Um prazo prometido por engano pode parar uma montadora — e destruir sua credibilidade

Contamos o caso de um cliente que precisava de peças em dez dias e que, depois de ouvir de nós que o prazo era impossível, recebeu de outra pessoa da empresa a confirmação irresponsável da entrega. O resultado foi um lançamento inteiro atrasado numa montadora, multas milionárias e uma lição dura: quando se quebra um compromisso de fornecimento, não se atrasa só uma peça — para-se uma cadeia de produção inteira. E reforçamos que quem está começando na rotomoldagem precisa entender que prometer sem ter condições técnicas é o caminho mais rápido para perder a confiança do cliente, como aconteceu com aquele filho do dono que nunca mais foi autorizado a falar com eles.

Da luva suja ao Pix dos Impostos: o que a programação esconde

Quando a demanda aperta, a tentação é cortar custo sem pensar duas vezes — mas a conversa revelou que a verdadeira economia mora nos detalhes invisíveis da produção: da troca de cor que rouba horas preciosas na injetora até uma luva contaminada capaz de derrubar um lote inteiro. E, enquanto o chão de fábrica enfrenta esses pequenos vilões diários, um gigante se aproxima: a reforma tributária de 2027, que promete mexer com o bolso de quem não se preparar a tempo. Falamos sobre como agrupar por cor e molde na roto reduz setup, sobre os riscos de baratear resina sem conhecer as consequências — e mostramos que, entre uma decisão calculada e um prejuízo evitável, está a diferença entre crescer e estagnar.

Créditos tributários esquecidos: a janela que pode fechar no ano que vem

Na reta final do episódio, levantamos uma pergunta que mexe com o bolso de qualquer rotomoldador: até quando dá para recuperar créditos de ICMS e outros impostos pagos a mais? Mostramos o caso real de uma transportadora que reduziu em mais de quatrocentos mil reais o valor pago por trimestre depois de uma análise criteriosa, e reforçamos a urgência de agir agora, já que as regras podem mudar a partir do próximo ano, limitando os retroativos.

O erro que fazia pedidos sumirem: etiqueta, kanban e a resposta que não é software

A conversa parte de um problema clássico no chão de fábrica: o pedido some, ninguém sabe se foi produzido, se está no acabamento ou se já saiu, e a culpa cai na produção. A gente revela como a falta de comunicação e de um processo visual — não de software — causava perdas e retrabalho. A solução veio de algo simples e elegante: numerar e etiquetar cada peça, criando um kanban físico que dava visão total do status, e lembramos que, como engenheiros de software, sabemos que é o processo que resolve, não a ferramenta.

Antes de comprar um software, descubra se o seu processo funciona no papel

Compramos sistemas esperando que eles organizem nossa produção, mas o caminho mais inteligente é o oposto: primeiro validamos o processo no chão de fábrica, como falamos ao comparar frameworks como Kanban e POP — e só depois procuramos a automação que atenda aquele fluxo, e não o contrário. Contamos o caso de uma equipe que travou ao tentar adotar o Scrum na teoria, até perceber que não existe regra perfeita e que a solução foi misturar rituais e criar um modelo próprio que funcionasse na prática — porque, como lembramos, nada supera um processo vencedor, mesmo que ele nasça de uma pizzaria onde se passava pedido para frente por pura organização. O insight revela

Resumo gerado com IA a partir do episódio; algumas informações podem não estar 100% precisas em relação ao conteúdo original.

Capítulos do episódio

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    PCP na rotomoldagem: o fio que liga produção, fornecedor e cliente

    Neste episódio, voltamos a um tema que já havíamos tocado por cima, mas agora fomos a fundo: o tal do PCP, o planejamento e controle de produção — aquele fio invisível que, quando bem puxado, mantém a fábrica alinhada com o fornecedor e o cliente, e que, quando frouxo, gera não só prejuízo, mas uma cadeia de problemas para toda a equipe. Contamos como a falta desse alinhamento derruba a produção e mostramos que entender e programar o chão de fábrica é o que separa o caos da previsibilidade, um aprendizado que trouxemos direto da nossa vivência — e de quem, como o nosso parceiro Nilton Nicoletti, pesquisou profundamente o setor.

    Júlio César: 'Diante das dificuldades que eu passei, vi a necessidade de você levar um pouco de informações com tudo que nós aprendemos através também dos nossos parceiros, inclusive o nosso grande amigo Nilton Nicolette, que contribuiu bastante com o trabalho de pesquisa dele, e disponibilizou pra nós todo material, sempre foi meu aporte, meu suporte no meu trabalho, desde o início, quando eu comecei com rotomoldagem.
    Ver aproximadamente aos 5:39
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    Vendeu, mas a fábrica virou caos: o pedido sumiu entre o comercial e o chão de fábrica — e o PCP prático é a ponte que faltava

    A fábrica vendeu, mas o pedido anotado sumiu entre o comercial e o chão de fábrica, a prioridade trocou no meio da semana sem critério e a peça pronta ficou fora da janela de expedição — o caos que todo mundo conhece. Neste trecho, falamos do momento em que a falta de planejamento e a desconexão entre a produção e o comercial derrubam empresas que só pensam em vender, e a virada vem com o PCP como a integração fundamental: não adianta um comercial que dá prazo sem saber da programação, assim como não se atropela a sequência de entrega só porque um produto é mais fácil — a solução está em programar de forma consciente, justificada e calculada, até com técnicas de troca rápida de molde para não parar a linha. E para fechar com uma boa analogia, comparamos isso à pizzaria da esposa de um de nós, onde o 'repeteco' do cliente que já está comendo é a única exceção justificável para furar a fila — mas na rotina, a sequência é sagrada.

    Quando você não se organiza, você acaba quebrando cara. Eu passei muito por isso, tá? Dentro da produção não tínhamos controle nenhum. A produção não conversava com o comercial, entendeu? […] Era falta de um planejamento. Era falta de conversar a produção com o comercial, que isso é fundamental. E o PCP, ele é essa integração.
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    PCP na prática: transformando pedidos em programação sem depender de software caro

    No chão de fábrica, a confusão entre reagir a pedidos e realmente programar a produção gera filas e atrasos — mas a solução começa com método, não com ferramenta cara. No episódio, mostramos que o PCP é, antes de tudo, uma decisão de parar de apagar incêndio e passar a planejar, calculando a capacidade real do gargalo — seja o forno ou o molde — e conhecendo os limites do próprio negócio, inclusive os ruídos que impedem um terceiro turno. E é assim que, de uma simples planilha, nasce a programação que evita o caos, como quando falamos da experiência de empresas que não sabiam quantas toneladas conseguiam produzir por mês e descobriram que a resposta estava no forno, não no tamanho da peça.

    PCP significa Planejamento Controle de Produção, não é software caro, é método. Você pode começar com papel, planilha e uma decisão. Parar de reagir e passar a programar.
    Ver aproximadamente aos 16:04
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    Capacidade produtiva: como calcular o número de moldes para atender a demanda

    No chão de fábrica, a pergunta que não quer calar é: quantos moldes eu preciso para produzir a quantidade de peças que o cliente pede? Falamos sobre os gargalos que vão além do forno — como o tempo de ciclo por braço e a dimensão do molde — e mostramos que, sem essa conta, a produção atrasa e a demanda fica inviável. A virada acontece quando revelamos uma análise prática: em vez de chutar, você projeta os ciclos por molde e descobre que, para atender certos volumes, um molde só não basta — às vezes são necessários seis, e é aí que a capacidade se torna previsível e o planejamento deixa de ser um problema.

    Um molde só não vai dar conta. Dois moldes não, você vai ter que colocar pelo menos seis moldes nessa peça pra produzir.
    Ver aproximadamente aos 21:08
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    Carteira de pedidos: o antídoto contra o caos da venda sem planejamento

    No chão de fábrica, a pressão por vender sem olhar a capacidade de entrega gera um efeito dominó: atrasos, justificativas e até perda de qualidade nas peças. Neste trecho, mostramos como a organização da carteira de pedidos, com um registro sequencial e visível para todos, é a chave para quebrar esse ciclo. E alertamos: quando o diretor só quer vender — e a produção precisa "se virar" —, a conversa com o cliente vira um pesadelo; o caminho é assumir compromissos reais e comunicar limites com clareza.

    Não é porque tem o iFood, né, no caso lá, que seria a transportadora, que você consegue ter essa facilidade.
    Ver aproximadamente aos 26:10
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    Gestão à vista: quando esconder o quadro quase escondeu o problema

    No chão de fábrica, a resistência a enxergar o processo é o primeiro gargalo: ao implementar um quadro de gestão à vista, nos vimos diante de um diretor que preferiu escondê-lo atrás da mesa — até o dono da empresa notar sua ausência. Essa pequena vitória revelou uma verdade maior sobre prazos: comparar a carga da carteira com a capacidade real do forno mostra se um pedido nasceu atrasado, sacrificando o tempo de entrega pela qualidade, como na época da pizzaria, onde o cliente esperava duas horas pela pizza perfeita. Aprendemos que é preciso encarar o real sem medo, porque é ali que mora a possibilidade de acertar as contas e, finalmente, entregar no prazo.

    Capacidade não é o que o forno aguenta, é o que ele entrega líquido. Depois de descontar setup, manutenção, troca de molde.
    Ver aproximadamente aos 31:11
  7. 7

    Um prazo prometido por engano pode parar uma montadora — e destruir sua credibilidade

    Contamos o caso de um cliente que precisava de peças em dez dias e que, depois de ouvir de nós que o prazo era impossível, recebeu de outra pessoa da empresa a confirmação irresponsável da entrega. O resultado foi um lançamento inteiro atrasado numa montadora, multas milionárias e uma lição dura: quando se quebra um compromisso de fornecimento, não se atrasa só uma peça — para-se uma cadeia de produção inteira. E reforçamos que quem está começando na rotomoldagem precisa entender que prometer sem ter condições técnicas é o caminho mais rápido para perder a confiança do cliente, como aconteceu com aquele filho do dono que nunca mais foi autorizado a falar com eles.

    Quando eu falava dava, dava, quando não dava, eu falava não dá, não assumo, porque eu sei do compromisso da empresa lá.
    Ver aproximadamente aos 36:16
  8. 8

    Da luva suja ao Pix dos Impostos: o que a programação esconde

    Quando a demanda aperta, a tentação é cortar custo sem pensar duas vezes — mas a conversa revelou que a verdadeira economia mora nos detalhes invisíveis da produção: da troca de cor que rouba horas preciosas na injetora até uma luva contaminada capaz de derrubar um lote inteiro. E, enquanto o chão de fábrica enfrenta esses pequenos vilões diários, um gigante se aproxima: a reforma tributária de 2027, que promete mexer com o bolso de quem não se preparar a tempo. Falamos sobre como agrupar por cor e molde na roto reduz setup, sobre os riscos de baratear resina sem conhecer as consequências — e mostramos que, entre uma decisão calculada e um prejuízo evitável, está a diferença entre crescer e estagnar.

    A gente sempre fala pro cliente: olha, analisa, toma cuidado, tem produto que você tem que realmente ter conhecimento e não adianta você baratear o teu custo, você não saber onde você tá indo.
    Ver aproximadamente aos 41:20
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    Créditos tributários esquecidos: a janela que pode fechar no ano que vem

    Na reta final do episódio, levantamos uma pergunta que mexe com o bolso de qualquer rotomoldador: até quando dá para recuperar créditos de ICMS e outros impostos pagos a mais? Mostramos o caso real de uma transportadora que reduziu em mais de quatrocentos mil reais o valor pago por trimestre depois de uma análise criteriosa, e reforçamos a urgência de agir agora, já que as regras podem mudar a partir do próximo ano, limitando os retroativos.

    Quando eu falo que a gente se paga somente com a diminuição dos impostos, eu vim aqui provar pra vocês que isso acontece
    Ver aproximadamente aos 47:09
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    O erro que fazia pedidos sumirem: etiqueta, kanban e a resposta que não é software

    A conversa parte de um problema clássico no chão de fábrica: o pedido some, ninguém sabe se foi produzido, se está no acabamento ou se já saiu, e a culpa cai na produção. A gente revela como a falta de comunicação e de um processo visual — não de software — causava perdas e retrabalho. A solução veio de algo simples e elegante: numerar e etiquetar cada peça, criando um kanban físico que dava visão total do status, e lembramos que, como engenheiros de software, sabemos que é o processo que resolve, não a ferramenta.

    Não é software que resolve problema, é processo, entendeu? Porque não adianta nada, né, você chegar, chamar um analista de sistema ou um engenheiro de software, que seja, pra fazer um sistema personalizado pra sua empresa, se você não tem um mínimo de organização.
    Ver aproximadamente aos 52:13
  11. 11

    Antes de comprar um software, descubra se o seu processo funciona no papel

    Compramos sistemas esperando que eles organizem nossa produção, mas o caminho mais inteligente é o oposto: primeiro validamos o processo no chão de fábrica, como falamos ao comparar frameworks como Kanban e POP — e só depois procuramos a automação que atenda aquele fluxo, e não o contrário. Contamos o caso de uma equipe que travou ao tentar adotar o Scrum na teoria, até perceber que não existe regra perfeita e que a solução foi misturar rituais e criar um modelo próprio que funcionasse na prática — porque, como lembramos, nada supera um processo vencedor, mesmo que ele nasça de uma pizzaria onde se passava pedido para frente por pura organização. O insight revelado é que tecnologia ajuda a refinar o fluxo, como vimos ao usar ferramentas como o ChatGPT para estruturar ideias, mas ela nunca substitui um processo que a equipe realmente abrace e faça funcionar.

    Então vale muito mais a pena você fazer o processo manual validado, funcionando certinho e depois procurar uma automação pra isso, do que você fazer o caminho inverso.
    Ver aproximadamente aos 57:29
  12. 12

    Do caos na produção ao quadro Kanban: como saímos da confusão na fábrica

    No chão de fábrica, a falta de controle virava um pesadelo: era preciso correr da produção para a expedição, conferir pilhas de peças sem saber a qual pedido pertenciam e lidar com o acabamento como um gargalo que travava tudo. Foi nesse cenário que trouxemos o quadro Kanban, com suas baias de 'a fazer', 'produzindo' e 'expedição', e percebemos que o simples ato de visualizar o fluxo dava o controle que faltava — inclusive enxergando onde parar um operador para destravar a linha. Mas a lição maior veio ao final, na expedição: peça pronta não é pedido entregue, e vimos que até um operador que amassa uma peça e a joga fora pode estar agindo por falta de critério — mostrando que o último elo do PCP também é humano e precisa de validação.

    Nunca falei: a peça só amassada. Nem o dono da empresa tinha visto. A quantidade de peça que tava lá amassada, só porque tinha peça que tava amassada, ele falou: 'vocês aqueceram isso', eu tô tapa né. Ainda peguei uma peça, eu fui pegar uma peça com defeito pra gente mostrar pro pessoal do curso, eu não achava a peça com defeito no tanto que tinha lá.
    Ver aproximadamente aos 1:02:30
  13. 13

    Quando o operador vira o controle de qualidade: o custo de reprovar peça recuperável

    No chão de fábrica, o operador muitas vezes é o único filtro de qualidade, mas sem conhecimento técnico ele pode condenar peças que seriam recuperáveis — um prejuízo silencioso que atravessa o país até a expedição. Falamos sobre como o Curso Essencial de Rotomoldagem, da ciência ao chão de fábrica, surge exatamente para suprir essa lacuna, ensinando a identificar a causa do defeito e, mais importante, quando a peça tem conserto. E revelamos que, além da turma prática em empresa parceira, teremos uma versão One Shot teórica, para quem quer o conhecimento sem o cheiro de gás desregulado, e como a qualificação se torna um diferencial de negociação e de mercado.

    O próprio operador, ele tem que ser o controlador de qualidade.
    Ver aproximadamente aos 1:07:43
  14. 14

    Micronização de qualidade e os bastidores do que vem por aí no Portal

    Neste trecho, fechamos com gosto de 'quero mais': anunciamos a vinda do Táir, da Jet Micronizadores, para explicar na prática o que separa um material micronizado de qualidade daquele que só tem o nome — e contamos, no meio da conversa, uma lição que aprendemos até sobre granulometria, mostrando que esse é um conhecimento que transforma quem Ouve. Além disso, provocamos a comunidade com dois projetos inéditos que vão marcar a rotomoldagem no Brasil, mas que por enquanto seguem guardados a sete chaves — e, entre um convite e outro, reforçamos o caminho das pedras para quem quer acertar nos prazos: prometer o que dá para cumprir exige olhar honesto para a capacidade da fábrica, porque apertar o fornecedor para ganhar tempo quase sempre custa caro na qualidade do que chega até você.

    Não adianta nada você prometer aquilo que você não vai cumprir, você acaba se sujando, né.
    Ver aproximadamente aos 1:12:50
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    Não fique refém do terceirizado: o conhecimento é a sua blindagem no mercado

    No chão de fábrica, a terceirização parece o caminho mais curto para começar, mas e quando a demanda aperta e a decisão técnica está nas mãos de outro? Falamos sobre como a especialização é a conta que se paga quando se investe em educação, e como não depender da decisão — ou do conhecimento — de um fornecedor para inovar e se posicionar. E fechamos mostrando que, mesmo com parceiros de confiança para destravar a produção, o poder de decisão e o aprendizado contínuo são o que realmente tiram o processo do gargalo.

    Você não pode ficar refém da decisão técnica de terceiro
    Ver aproximadamente aos 1:18:05
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    A agenda do Portal: dois episódios na semana que vem e um recado essencial para a comunidade

    Antes de fechar mais um encontro, lembramos que a programação não para: na próxima semana temos dois momentos ao vivo, o Start Roto 22 na quarta às 14h e o Rotocast 44 na sexta também às 14h, num teste para acomodar quem nos acompanha. E reforçamos o pedido que fazemos sempre: inscrevam-se nas nossas redes e ajudem a divulgar, porque esse trabalho de vocês é que faz a roda girar. Fechamos com o convite para o making of e para o próximo papo de sexta ao meio-dia, quando receberemos o Tayre Mora da Jet Microondizadores.

    Espero que cês todos fiquem com Deus e nos vemos na sexta-feira ao meio-dia com o Tayre Mora da Jet Micronizadores.
    Ver aproximadamente aos 1:23:11

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