ROTOCAST #31

Rotocast #31 | Sua empresa vai ser obrigada a usar plástico reciclado? — AO VIVO

Entenda as metas de 22% de reciclado e 32% de recuperação do Decreto 12.688, quem é obrigado a cumprir e como evitar multas na sua rotomoldagem.

1:07:45 DE CONVERSA 13 CAPÍTULOS YOUTUBE

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O que você ganha assistindo

  • Entenda exatamente o que o Decreto 12.688 muda na sua operação e se a sua empresa já está enquadrada nas novas metas de reciclado.
  • Descubra a diferença crucial entre os 22% de conteúdo reciclado e os 32% de material recuperado — e como usar créditos de reciclagem a seu favor.
  • Aprenda como evitar multas e impostos desnecessários, com dicas práticas de rastreabilidade, classificação fiscal e acesso a linhas de crédito.

Sobre o episódio

O chão de fábrica já sente o chão tremer: o Decreto 12.688, publicado em 2025, não é mais promessa para o futuro. Ele já está em vigor para grandes empresas e obriga uma reestruturação profunda em toda a cadeia do plástico. A pergunta que fizemos no episódio foi direta: será que a sua empresa está preparada para essa virada obrigatória? O impacto, como mostramos, vai muito além do processador — atinge e beneficia desde os catadores até os recicladores, e o rotomoldador que não entender as regras pode ser pego de surpresa.

A conta que ninguém pode ignorar

A conversa destrinchou o decreto em números e obrigações. Quem fabrica ou importa embalagens plásticas — primárias, secundárias ou terciárias, incluindo bombonas e reservatórios rotomoldados — já precisa cumprir a meta de 22% de conteúdo reciclado e 32% de recuperação de resíduos. A tendência é que esses números evoluam até 80% em 2040. Como dissemos no episódio: "Se o seu produto está sendo categorizado como embalagem plástica, seja ela primária, secundária ou terciária, você já vai estar entrando nesse decreto". E a cobrança vem em cascata: ninguém escapa. "Eu não vou comprar o seu produto porque ele não tá certificado. Se não tiver certificado, vai ser multado."

A virada que separa os adaptados dos multados

O ponto central que revelamos é que a obrigação não depende de o produto ser plástico, mas de como ele é classificado e colocado no mercado. É aí que mora o erro mais comum e a maior oportunidade. Desfizemos a confusão entre os 32% de material recuperado — que pode ser resolvido com a compra de créditos de reciclagem, num sistema similar ao de carbono — e os 22% de conteúdo reciclado na própria embalagem, que exigem uma mudança real na formulação do produto.

E falamos também de como a gente ainda tem muito a aprender — "o brasileiro ainda tá na etapa de aprender a jogar o lixo no lixo". Mas a rastreabilidade, com órgãos como o SENIR e certificações como a CCRLL, está chegando para formalizar o setor. O reciclado, quando bem gerido com aditivos específicos, pode ser seguro e viável. O alerta que deixamos foi claro: quem depende de matéria-prima virgem precisa se atentar às opções do mercado, porque a pressão vai empurrar toda a cadeia. "Quem trabalha com matéria-prima virgem, se atente aí pras opções do mercado pra você não tomar uma voadora nas pernas."

A boa notícia? A virada também abre portas. Mostramos o caso de uma empresa que economizou 480 mil reais em um trimestre com a classificação fiscal correta do produto, e como linhas de crédito especiais — com carência de até dois anos — podem financiar equipamentos, onde o próprio lucro paga a máquina. Assista ao episódio completo para mapear todas as obrigações e descobrir como transformar essa regra em vantagem competitiva antes que a fiscalização bata na sua porta.

Resumo gerado com IA a partir do episódio; algumas informações podem não estar 100% precisas em relação ao conteúdo original.

Capítulos do episódio

  1. 1

    Decreto 12.688: sua empresa está pronta para a virada obrigatória do plástico reciclado?

    No episódio 31, começamos com uma pergunta que vai ecoar no chão de fábrica: será que a sua empresa será obrigada a usar plástico reciclado? O decreto 12.688, publicado em 2025 e já em vigor neste ano para grandes empresas, promete uma reestruturação profunda na indústria — e mostramos que o impacto vai muito além do processador, atingindo e beneficiando toda a cadeia, desde os catadores até os recicladores. Ao longo da conversa, revelamos que, embora a adaptação seja complexa e exija tempo, as regras já estão valendo para alguns e que o rotomoldador precisa entender exatamente quais embalagens e metas serão cobrados para não ser pego de surpresa.

    É um decreto que muda tudo, né? É, vai colocar aí novas regras, é, vai ter que ser feita uma readequação muito grande, né, uma reestruturação muito grande, né, na indústria e nas cadeias subsequentes
    Ver aproximadamente aos 3:44
  2. 2

    Decreto da embalagem: 22% de reciclado e o enquadramento que muda a rotomoldagem

    Neste trecho, a conversa gira em torno do novo decreto que cria metas nacionais para embalagens plásticas: começa com 22% de conteúdo reciclado e 32% de recuperação, e a tendência é evoluir até 80% até 2040. Falamos sobre como fabricantes e importadores estão no centro da obrigação e como bombonas e reservatórios rotomoldados podem ser diretamente enquadrados, o que força uma verdadeira ginástica na composição do produto e na classificação fiscal, abrindo espaço até para 'malabarismos' de adequação, como aconteceu com embalagens de bombom que viraram wafer para pagar menos imposto. No fim, fica claro que o mercado de plásticos como um todo vai sentir a pressão em cadeia, e por isso é essencial ter uma contabilidade parceira que oriente sobre reenquadramentos e evite multas, enquanto mostramos exemplos práticos de quais embalagens entram no pacote — de primárias a terciárias, além de itens equiparáveis como copos e talheres descartáveis.

    Se o seu produto está sendo categorizado como embalagem plástica, seja ela primária, secundária ou terciária, você já vai estar entrando nesse decreto
    Ver aproximadamente aos 8:53
  3. 3

    Quem fabrica embalagem já precisa ter 22% de reciclado — e a cobrança vem em cascata

    A conversa destrinchou como a obrigação da logística reversa não para no fabricante de resina ou de bombonas: ela desce e sobe a cadeia como uma corrente de cobrança. Falamos sobre o exemplo dos fardos de refrigerante e cerveja, em que até o filme plástico que envolve as latinhas é considerado embalagem e entra na regra. E mostramos que, na prática, cada elo — do fabricante ao barzinho da esquina — vai ter que exigir do fornecedor um produto já certificado com o percentual mínimo de material reciclado, sob risco de multa, criando um ciclo onde ninguém consegue ficar de fora.

    Eu não vou comprar o seu produto porque ele não tá certificado. É, se não tiver certificado, vai ser multado.
    Ver aproximadamente aos 14:19
  4. 4

    Decreto da reciclagem: da teoria ao impacto real no chão de fábrica

    Neste trecho, partimos da empolgação com o conceito do novo decreto de reciclagem — que promete revolucionar a cadeia do plástico — para a realidade da implementação no Brasil, onde ainda engatinhamos em separar o lixo. Enquanto países como o Canadá já punem quem não recicla direito e oferecem créditos por embalagens, aqui falamos sobre a necessidade de educar e sobre os desafios que fabricantes de embalagens, importadores e até setores como o agro enfrentarão. A conversa mostra que o decreto vai além do papel, exigindo adaptações em toda a cadeia produtiva, e já nos preparamos para mergulhar mais fundo no tema em episódios futuros.

    O brasileiro ainda tá na etapa de aprender a jogar o lixo no lixo, né?
    Ver aproximadamente aos 19:35
  5. 5

    Rotomoldagem na mira da logística reversa: entenda os 22% de reciclado e os 32% de recuperado

    Neste trecho, colocamos o dedo na ferida da indústria: a regulação que já enquadra fabricantes de embalagens rotomoldadas e cobra metas de conteúdo reciclado e recuperação de resíduos. Desfizemos a confusão mais comum do mercado, mostrando que a obrigação não depende de o produto ser plástico, mas sim de como ele é classificado e colocado no mercado, inclusive para cooperativas que começam a exigir adequação. E fomos além: desvendamos a diferença crucial entre os 32% de material recuperado — que se resolve com a compra de créditos de reciclagem, como num sistema de carbono — e os 22% de conteúdo reciclado na própria embalagem, que exigem mudança real na formulação do produto e estudo da classificação fiscal.

    O ponto central é como o produto é colocado no mercado e não se ele é plástico ou não
    Ver aproximadamente aos 24:56
  6. 6

    Créditos de reciclagem: como provar que sua sacolinha voltou ao ciclo

    Quando falamos sobre logística reversa, a confusão é geral: afinal, quem paga o quê, e como se comprova que o plástico realmente voltou? Neste capítulo, desvendamos a diferença entre recuperação e conteúdo reciclado, mostrando na prática como um supermercado que coloca a marca na sacolinha precisa responder por cada tonelada que coloca no mercado — mesmo que o resíduo não volte exatamente para ele. O caminho passa por órgãos como o SENIR e certificações como a CCRLL, que começam a rastrear o material desde a porta do reciclador, formalizando um setor que hoje é invisível e levantando a discussão inevitável sobre os novos custos dessa formalização.

    Aquelas sacolinhas que eu comprei pro meu fornecedor, eu preciso chegar num reciclador e falar: "ó, consumi dez toneladas de plástico aqui". É como se ele fosse lá no teu comércio e comprasse os trinta e dois por cento do material, entendeu?
    Ver aproximadamente aos 29:59
  7. 7

    O decreto que vai sacudir a rotomoldagem: quem não se adaptar pode tomar uma voadora

    No chão de fábrica, a pergunta que não quer calar é: como vai funcionar, na prática, a rastreabilidade do reciclado e o impacto nos produtos de rotomoldagem? Neste capítulo, mostramos que a implementação vai pesar no bolso do empresário e exigir cadastro no SEREIA, mas revelamos que quem usa matéria-prima virgem pode, sim, ter redução de custo — desde que já esteja preparado, porque a pressão do mercado vai empurrar toda a cadeia para o uso de reciclados, mesmo em percentuais menores. Soltamos o veredito: quem trabalha com reciclado deve se adaptar, o mercado vai crescer; já quem depende de virgem precisa ficar atento às opções para não ser pego de surpresa — e aproveitar enquanto a crise da resina virgem ainda favorece quem já está no jogo.

    Quem trabalha com matéria-prima virgem, se atente aí pras opções do mercado pra você não tomar uma voadora nas pernas
    Ver aproximadamente aos 35:09
  8. 8

    Caixa d'água reciclada pode contaminar seu produto?

    No chão de fábrica, a dúvida que não quer calar: todo material reciclado serve para qualquer aplicação, até para contato com alimento? Nós desfizemos esse equívoco mostrando que a contaminação e a perda de propriedades não somem na recuperação — e que a rastreabilidade é a chave. E o mais importante: revelamos que existem aditivos específicos e parceiros que ajudam a contornar esses riscos, tornando o reciclado seguro e viável.

    Não é porque você está reciclando a caixa d'água que ela serve pra virar caixa d'água
    Ver aproximadamente aos 40:14
  9. 9

    Sacolinha reciclada não é atalho: o decreto que transforma resíduo em crédito

    No chão de fábrica, a pergunta que não quer calar é se trocar a matéria-prima por material 100% reciclado resolve a vida com o novo decreto. Mostramos que não é tão simples: mesmo quem compra só reciclado continua sendo gerador de resíduo e precisa comprovar a recuperação de 32% do que consome — e é aí que entram os créditos de reciclagem, com preço diferenciado para quem já usa material reciclado, mas nunca como dispensa da obrigação. Explicamos o que o decreto realmente exige, o que ele não cobre e como a fiscalização vai cobrar na prática, para ninguém ser pego de surpresa quando a sopa de letrinhas bater na porta.

    Não é correto afirmar que usar o reciclado sozinho já resolve o cumprimento desse decreto
    Ver aproximadamente aos 45:15
  10. 10

    Rastreabilidade e crédito: como a contabilidade certa pode mudar seu caixa

    Quando o assunto é a nova legislação, lembramos que o problema não está só no chão de fábrica: errar o CNAE do produto significa pagar imposto a mais e arriscar multa. Por isso, mostramos que a CX Contábil analisa caso a caso e produto a produto, e contamos o exemplo real de uma empresa que economizou 480 mil reais em apenas um trimestre. E fechamos com a novidade de uma parceria para encontrar linhas de crédito — inclusive internacionais — que se adequam à necessidade de cada um.

    Não é o teu CNAE, é o teu produto, pra que ele é direcionado. Então ele vai analisar caso a caso, produto a produto, e vocês podem ter certeza que vocês vão conseguir fazer uma economia com isso
    Ver aproximadamente aos 51:00
  11. 11

    Crédito para expandir e a lei que muda as embalagens plásticas até 2040

    Neste trecho, falamos sobre uma porta que se abre para quem quer crescer: um parceiro que viabiliza linhas de crédito especiais, inclusive com carência de até dois anos, financiando até equipamento chinês por um banco alemão — e contamos como o próprio lucro do negócio pode pagar a máquina. Na sequência, explicamos a nova regra publicada em 2025 que obriga a logística reversa de embalagens plásticas e o uso de material reciclado, com metas que evoluem até 2040 — e alertamos que o descumprimento pode custar caro, desde multas até a perda de certificações ambientais.

    Você compra lá o equipamento, trabalha, o próprio lucro que você tem já vai pagando o equipamento
    Ver aproximadamente aos 56:06
  12. 12

    Encerramos com um alerta sobre adequações e mostramos onde encontrar moldes e recuperação de materiais

    Falamos sobre os segmentos que vão precisar de adequação e sobre como notificações e impactos podem progredir, lembrando que nem sempre dá para tirar o molde da produção por causa de um defeito pequeno. Contamos onde o ouvinte encontra apoio, seja no grupo de WhatsApp com formulários sobre porosidade e recuperação de material, seja no marketplace com opções como fábricas de PET, playgrounds e tanques de várias capacidades. E reforçamos o convite para acompanhar o Start Rotta na quarta-feira, além de sugerir o uso de material reciclado e o desmoldante em pó da Mirai Química para evitar problemas com peças grudando.

    A gente sabe que muitas vezes você não consegue nem tirar o molde da produção. Às vezes por um defeito pequeno ali, não consegue passar.
    Ver aproximadamente aos 1:01:08
  13. 13

    Aditivos que dão liga: o resgate do plástico reciclado na rotomoldagem

    Falamos sobre o desafio de usar material reciclado que chega com qualidade irregular, lembrando que existem aditivos específicos para dar a liga do plástico na extrusão e em outros processos. Contamos o caso da linha completa da Mirai Química para recuperação de resíduos, e ainda provocamos o pessoal a buscar o episódio 29, em que Sato Okamoto detalhou o tema. No fim, reforçamos o convite para os ouvintes tirarem dúvidas direto no nosso WhatsApp ou pelo hub do Portal — porque jornada boa é a que a gente percorre junto.

    Às vezes você pega um reciclado que não tá com uma boa qualidade ali pra você, na hora de você extrusar, você pode tá utilizando esses aditivos.
    Ver aproximadamente aos 1:06:29

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